10 primeiros SINTOMAS DE GRAVIDEZ


Quando a mulher está tentando engravidar, ou tem medo que isso aconteça, é comum pensar nisso demais e procurar por sintomas bem cedo, né?

É pra isso que fiz esse artigo! Para que você saiba quais são os primeiros sintomas de uma gravidez, mesmo antes do atraso menstrual. 

Mas não se esqueça que cada mulher é de uma forma, cada corpo é diferente e cada gravidez também. Tem mulher que sente todos esses sintomas com 1 semana da concepção, e tem mulheres que não sentem nada até a 12° semana. 

Os 10 sintomas iniciais de gravidez mais comuns são:
1 - Aumento da temperatura basal;
2 - Sangramento vaginal e cólica;
3 - Enjoo e náusea;
4 - Alteração no corrimento vaginal;
5 - Mudanças nos seios e mamilos;
6 - Tontura e dor de cabeça;
7 - Barriga inchada e má digestão;
8 - Cansaço e sono excessivo;
9 - Vontade constante de fazer xixi;
10 - Mudanças rápidas de humor.

Vamos falar sobre cada um deles, com detalhes, e te explicar quais são os sinais que podem aparecer nas primeiras quatro semanas da gestação.

1. Aumento da temperatura basal
Um dos primeiríssimos sinais após a fecundação é o aumento da temperatura basal, que costuma ser medida logo após a pessoa acordar. Essa mudança também é usada para monitorar períodos de ovulação. Mas se a temperatura continuar elevada por semanas, é um indicativo de gravidez.

Isso acontece muito pela mudança de progesterona na corrente sanguínea e pode ser reparado principalmente em dias mais quentes ou durante atividades físicas. A temperatura pode subir até cerca de 1°C no primeiro trimestre e o aumento costuma durar até o final da gravidez.


2. Sangramento vaginal e cólica
Alguns dias depois da ovulação, pode ser que você tenha pequenos sangramentos vaginais, como no início da menstruação, e um pouco de cólica. Esse é um sinal comum da nidação. Durante o processo, o zigoto (o óvulo fertilizado) está se alojando no endométrio, a camada de sangue que reveste o útero e que é eliminada a cada menstruação.

Várias pessoas têm esse tipo de escape e têm certeza de que estão para ficar menstruadas, mas na verdade já estão grávidas. Caso comecem a surgir outros sintomas ou você repare no atraso da menstruação, pode ser a hora de fazer um teste de farmácia.


3. Enjoo e náusea
Um dos maiores medos das grávidas são os enjoos e as náuseas do primeiro semestre. Isso pode acontecer logo nas primeiras semanas e é, de fato, um incômodo para muitas pessoas. O enjoo, que aparece em qualquer momento do dia, costuma vir acompanhado de sensibilidade para cheiros e gostos e até mesmo excesso de salivação.

Mas é possível que você passe toda a gestação sem sentir nada do tipo. Cada corpo é um corpo e as mudanças hormonais vão ser sentidas de forma diferente. De todo jeito, mesmo se os enjoos baterem com força, lembre-se de que as náuseas tendem a melhorar bastante após o primeiro trimestre e tente manter a calma.


4. Alteração no corrimento vaginal
Toda pessoa que já engravidou sabe como as mudanças hormonais afetam nosso corpo. Com a alteração do estrogênio, uma coisa que pode acontecer é o aumento da lubrificação do canal vaginal. Por isso, é comum que algumas pessoas tenham mais corrimento que o normal, com um aspecto branco e mais leitoso.

Isso é super comum e pode servir ainda como barreira física para proteger a região da vagina. Por outro lado, algumas alterações no corrimento merecem atenção, já que podem ser sinais de algum processo de infecção. Então, caso perceba uma coloração esverdeada ou acinzentada ou um odor desagradável e mais forte que o normal, é importante se consultar com um médico para descartar casos mais graves.


5. Mudanças nos seios e mamilos
É comum ouvir histórias de pessoas que foram fazer um teste de gravidez após notarem aumento dos seios. Isso porque é um sintoma precoce, que costuma aparecer antes do atraso da menstruação. Além do inchaço, que é parecido com o que acontece na TPM, é possível que a grávida sinta ardência no mamilo e maior sensibilidade nos seios.

As veias podem se tornar mais aparentes, assim como os Tubérculos de Montgomery, que são aquelas bolinhas que ficam na aréola. Pela alteração hormonal, os mamilos também podem ficar mais escurecidos. Vale lembrar que, ao se preparar para a gravidez, a mama também começa, lentamente, as suas próprias alterações para produção de leite e para a amamentação que acontecerá em alguns meses.


6. Tontura e dor de cabeça
Outra coisa que pode acontecer com as alterações hormonais são as dores de cabeças mais intensas, principalmente pelo pico de estrogênio. Mas muitas pessoas também sentem o incômodo em episódios de tontura — que são comuns no início da gestação e também podem ser sinais de alerta para a realização de um teste de farmácia ou exame em laboratório.
As primeiras mudanças na circulação sanguínea, que aumenta o fluxo principalmente para o útero, também podem ser responsáveis por alguns desses sintomas. Além disso, é possível que você tenha queda nos níveis de açúcar e da pressão arterial — hipoglicemia e hipotensão —, que contribuem para a sensação de tontura e cabeça pesada.


7. Barriga inchada e má digestão
Além do enjoo por si só, muitas gestantes percebem mudanças na digestão, que ocasionam a sensação da barriga inchada, com o estufamento, assim como gases, azia e refluxo. Isso é comum quando o bebê vai crescendo, deixando os órgãos internos um pouco mais apertados, mas também são sintomas iniciais da gravidez e podem aparecer até em pessoas que nunca tiveram esses problemas anteriormente.

Isso porque a circulação maior de hormônios gera o relaxamento dos tecidos lisos, presentes no sistema gastrointestinal. Como resultado, toda a digestão — que precisa das contrações dos órgãos para funcionar — fica mais lenta. Quando juntamos isso aos famosos desejos alimentares, que fazem com que a pessoa tenha vontade de comer ainda mais, a situação pode ficar mais incômoda. Caso você precise de remédios para aliviar as dores e o desconforto, não deixe de consultar um médico de confiança e nunca se automedique.


8. Cansaço e sono excessivo
Você anda desmaiando no sofá à noite, na frente da TV? Passa o dia bocejando e está com mais dificuldade de se concentrar nas atividades diárias, pelo cansaço? Não se preocupe, porque o sono excessivo também é um sinal de gravidez, que aparece com mais intensidade no primeiro trimestre e, depois, no final do terceiro. Inclusive, muitas pessoas que ainda não sabem da gestação podem ignorá-lo, culpando a rotina agitada e o estresse.

Mais uma vez, a alta concentração de progesterona no organismo pode ser culpada por isso, assim como a queda de açúcar e da pressão arterial, já mencionadas. O seu corpo está sobrecarregado, gastando muita energia para gerar um ser vivo. Por isso, não se culpe e tente entender os seus novos limites. Investir em uma alimentação mais equilibrada e priorizar uma noite de sono de qualidade podem te ajudar nesse momento.


9. Vontade constante de fazer xixi
Correr para o banheiro para fazer xixi é algo comum entre muitas pessoas grávidas. No começo da gravidez, isso é ocasionado pela progesterona e pelo próprio hormônio hCG. Mas a vontade de urinar também pode te acompanhar no final da gestação. Isso porque, no terceiro trimestre, o útero já expandiu bastante para comportar o seu bebê e, como consequência, outros órgãos como a bexiga e os músculos pélvicos ficam espremidos.

É possível até que ocorram escapes de urina quando a pessoa espirra, tosse ou ri, pela pressão na região. É algo bem natural e existem alguns absorventes específicos para isso. Porém, é importante não deixar a área da vulva muito abafada e ficar atenta caso comece a sentir ardência ou desconforto na hora de fazer xixi, já que pode ser um sinal de infecção urinária.


10. Mudanças rápidas de humor
Durante o período menstrual, na TPM, as alterações nos hormônios fazem com que algumas pessoas tenham mudanças rápidas de humor. Na gravidez, a situação é parecida. Com novidades no sistema metabólico e o aumento de progesterona e estrogênio, a grávida pode sentir muitas emoções ao mesmo tempo e ir do riso ao choro em minutos.


Isso sem contar, é claro, que a gravidez pode ser um momento sensível, de muitas dúvidas e medos, o que intensifica a tristeza e a ansiedade. Porém, é preciso ficar atento aos sinais e, se os sentimentos negativos persistirem por muito tempo, talvez seja a hora de procurar ajuda profissional. Acompanhamento psicológico pode fazer toda a diferença nessa etapa e até mesmo evitar uma depressão pós-parto.

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